novembro 06, 2010


quando, ao nosso lado, surgem comportamentos desencadeados por uma total ausência de compaixão, pelo ódio, pelo sarcasmo, pelo abuso de poder, é difícil mantermo-nos equânimes e não reagir com o mesmo ódio, a mesma falta; é nesses momentos que sentimos como a linha que separa o justo do injusto é tão ténue; o criminoso precisa tanto ou mais do que a vítima da nossa compaixão; ele não só faz mal ao outro como a si próprio; é a verdadeira cegueira, a que não enxerga para além da esfera negra no centro do olho; tecendo um manto de nevoeiro à sua volta;  pergunto-me, se aquele homem regressa a casa no final da noite, a que casa regressa ele? lavará as mãos e os pés? desejará uma boa noite a alguém?                                                                                                  
sabemos que não é por acaso que este homem cruza o nosso caminho, difícil é perceber porquê? mais difícil ainda, aceitar. mas não aceitar é recusar. a vida.     


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