fevereiro 28, 2017








(Cloud Gate Dance Theater)


“A iluminação é a cooperação absoluta com o inevitável”. Quando tudo em nós coopera com o inevitável fluxo da vida. Deixamos de perguntar se este é o caminho certo ou o errado, mas passamos a receber tudo o que surge como sendo o melhor para nós em cada momento. Rendemo-nos. Passamos a dizer sim à vida e sim à morte, sim à saúde e sim à doença, sim à acção e sim à contemplação. Consoante o que se apresentar em cada momento. Deixamos de nos perguntar sobre o que devemos ou não devemos fazer. Confiamos e entregamo-nos a esse fluxo, sem o travão dos nossos medos. Eles estão cá, mas deixam de funcionar como barreiras. E começamos a ver que esse fluxo é maravilhoso, curativo e vibrante como numa dança em que o nosso corpo se enlaça noutros corpos até que já não somos nós que dançamos, mas a dança que dança através de nós. Só quando essa rendição acontece é que podemos falar de liberdade e de verdadeiro amor. O amor verdadeiro é a qualidade da rendição absoluta ao inevitável. Apaixonamo-nos pelo momento presente e por tudo e todos que o habitam. Estamos, finalmente, face a face, sem desviarmos o olhar.


(Este texto é inspirado nos testemunhos de Anthony de Mello, Adyashanti e Jeff Foster)

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